Dengue: governo está atento às notificações da doença Área: Institucionais

12/05/2009
Campo Grande (MS) – Os casos de dengue em Mato Grosso do Sul tiveram aumento no período de janeiro a abril de 2009 em relação ao ano passado. Contudo, se a comparação for feita no mesmo período tendo como referência o ano de 2007 as notificações são bem inferiores.

Em 2007 o Estado registrou nos primeiros quatro meses do ano 70.130 notificações de casos de dengue – motivo que caracterizou a epidemia da doença no território sul-mato-grossense. Após ações intensivas das três esferas de Governo (Federal, Estadual e Municipais) e da sociedade civil para que a situação melhorasse, Mato Grosso do Sul conseguiu diminuir o índice no mesmo período em 2008 para 3.814 notificações de dengue – o que equivale a uma queda de 94,57%.

Se for levado em consideração os doze meses do ano de 2007 e de 2008, a queda de notificações de casos de dengue também foi relevante. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) finalizou o ano de 2007 com 75.173 casos notificados da doença. Já em 2008, os dados finalizaram em 5.175 notificações de casos de dengue, diminuição de 93,11%.

Neste ano de 2009, o Estado notificou (de janeiro a abril) 8.922 casos. Todos os dados são da Diretoria de Vigilância em Saúde, da SES. Para o diretor Eugênio Barros, são dois os fatores que podem ser considerados para a atual situação: as epidemias que aconteceram nos países de fronteira e o fato do ano de 2008 não ter acontecido epidemia da doença – causando menos preocupação nos sul-mato-grossenses.

“Nós tivemos a pouco tempo a Bolívia e o Paraguai com epidemia de dengue. Isso nos trouxe muita preocupação, pois o município mais afetado foi Corumbá com 6.091 notificações. No município também houve descontinuidade das ações de enfrentamento à doença o que talvez pode ter contribuído para atual situação”, explica.

O diretor ainda revela: “dos 78 municípios de Mato Grosso do Sul, 18 ainda não tem notificação de nenhum caso da doença – o que significa que a população mantendo os hábitos de prevenção tem como evitar a dengue, além é claro, de o Estado intensificar as ações que já vem realizando e corrigir as falhas que possam acontecer para que não tenhamos nenhuma surpresa desagradável”. Barros afirma que a prevenção contra a dengue deve ser feita todos os dias, mesmo nos períodos em que as chuvas diminuem.

Prevenção

O grande problema para combater o mosquito Aedes aegypti (causador da dengue) é que sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas. Por exemplo: caixas d'água, barris, tambores, vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, tanques, cisternas, garrafas, latas, pneus, e muitos outros onde a água da chuva é coletada ou armazenada. Portanto, considerando essa facilidade de disseminação, o grau de dificuldade para efetivamente combater a doença é imenso – o que só é possível com a quebra da cadeia de transmissão, eliminando o mosquito dos locais onde se reproduzem.

Assim, a prevenção e as medidas de combate exigem a participação e a mobilização de toda a comunidade a partir da adoção de medidas simples, visando a interrupção do ciclo de transmissão e contaminação. Caso contrário, as ações isoladas dos governos podem ser insuficientes para acabar com os focos da doença.
Veja agora algumas das atitudes que as pessoas podem fazer como forma de prevenção da dengue:

• espirais ou vaporizadores elétricos: devem ser colocados ao amanhecer e/ou no final da tarde, antes do pôr-do-sol, horários em que os mosquitos da dengue mais picam;
• repelentes: podem ser aplicados no corpo, mas devem ser adotadas precauções quando utilizados em crianças pequenas e idosos, em virtude da maior sensibilidade da pele;
• tampar os grandes depósitos de água (caixas d'água, tanques, tinas, poços e fossas, por exemplo) e limpar: a boa vedação impede que os mosquitos depositem seus ovos, além da limpeza periódica que também contribui;
• remover o lixo: o acúmulo de lixo e de detritos em volta das casas pode servir como excelente meio de coleta de água de chuva. Portanto, as pessoas devem evitar tal ocorrência e solicitar sua remoção pelo serviço de limpeza pública - ou enterrá-los no chão ou queimá-los, onde isto for permitido.

fonte: Governo do Estado / Secretaria de Estado de Saúde / Karla Tatiane