Brasil, Argentina e Uruguai firmam parceria para combate à dengue e febre amarela em fronteiras 06/03/2009 • Publicadas no Brasil / Exterior

Especialistas em saúde pública do estado do Rio Grande do Sul, das províncias argentinas de Misiones e Corrientes e do município uruguaio de Artigas estabeleceram um acordo de combate conjunto à dengue e à febre amarela na região de fronteira dos três países.

A parceria prevê reuniões periódicas sobre o andamento dos programas de combate às doenças na região. O Paraguai também poderá participar da iniciativa.

Em um encontro realizado nesta quinta-feira (5) em São Borja (a 602 km de Porto Alegre), médicos e pesquisadores trocaram informações sobre os focos de dengue, febre amarela e leishmaniose. A intenção agora é seguir "estratégias comuns" de prevenção e tratamento das enfermidades.

Surto de dengue

Os Estados da Bahia e do Acre, a região que engloba as cidades de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, e Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, integram a lista de localidades que podem registrar surtos de dengue em 2009. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que avaliou a situação nas quatro áreas como "crítica".

Em Minas Gerais, o volume de casos passou de 3.564 no período em 2008 para 6.266 neste ano --75,8% de aumento. Na Bahia, foram 2.998 do ano passado contra 9.003 de 2009 --200% de acréscimo. Neste ano foram registrados 5.955 casos no Espírito Santo contra 1.133 no ano passado --425% de aumento.

Febre amarela

As autoridades de saúde do Rio Grande do Sul confirmaram a quarta morte por febre amarela neste ano. A vítima contraiu a doença em dezembro, quando visitou a cidade gaúcha de Joia, e morreu em Muriaé (MG) no dia 7 de janeiro. Exames laboratoriais confirmaram a causa da morte. A identidade do homem, de 36 anos, não foi divulgada.

A febre amarela no Rio Grande do Sul é da modalidade silvestre, transmitida pelo mosquito Haemagogus, que só habita áreas de mata. Antes das mortes verificadas no fim do ano passado, o último caso da doença no Sul havia sido registrado em 1966.

fonte: da Ansa colaboração para a Folha Online