Paciente isolado em SP por precaução contra gripe suína teria dengue 27/04/2009 • Publicadas no Brasil / Exterior

Segundo secretaria e Ministério da Saúde, caso não é suspeito da gripe.
Até o momento, não há evidência do vírus em humanos no Brasil.


A gripe suína, que já matou 20 pessoas no México, leva preocupação a todas as partes do mundo. No México, existem mais 60 mortes que ainda não foi confirmado e foram provocadas pela mesma doença. Nos Estados Unidos, são 20 casos e no Canadá, seis, sem mortes. Em São Paulo, duas pessoas que chegaram do México foram para o hospital, com a suspeita da doença, mas uma delas já foi liberada.

Veja o site do Bom Dia São Paulo


Trazidas para o Hospital Emílio Ribas, que é referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas, os dois tinham tosse, mas não febre, que é um dos principais sintomas da gripe. Um jovem continua internado. A mulher foi liberada, com diagnóstico de sinusite.

O paciente está no setor de isolamento do hospital por precaução. Segundo a secretaria de saúde, ele está consciente e em bom estado. A suspeita é de que o jovem de 24 anos esteja com dengue.

No domingo, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o caso do jovem internado ainda não era considerado como suspeito de gripe suína e que o paciente seguia internado por precaução, até que fosse esclarecida qual doença ele possui.

Por volta das 18h30 de domingo (26), a assessoria de imprensa da pasta informou por meio de uma nota oficial (leia mais abaixo) que o paciente é um morador de Osasco, na Grande São Paulo, que voltou do México no dia 16 de abril. Amostras de sangue e de secreção nasal do homem foram colhidas e serão encaminhadas para análise no Instituto Adolfo Lutz.

A secretaria informou que o paciente tem dores no corpo e tosse, mas não apresenta febre. De acordo com a pasta, um dos critérios para um caso ser considerado como suspeito de gripe suína é febre de mais de 39ºC.

O Centro de Vigilância Epidemiológica está investigando os sintomas do paciente. Por enquanto, eles não cumprem os critérios para que seja constatada suspeita da doença.

O Ministério da Saúde também divulgou no início da noite uma nota (leia mais abaixo) informando que "não há evidências da circulação do vírus da influenza suína em humanos no Brasil".



Máscaras

Cerca de 250 passageiros vindos do México desembarcaram no fim da manhã deste domingo (26) no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Alguns deles ainda usavam máscaras, medida de segurança utilizada no país para evitar a contaminação pela gripe suína.


A família espanhola que vive no Brasil passava férias em Cancun. A viagem incluía uma visita à capital mexicana, mas eles desistiram, com medo da contaminação.

“Há muita gente usando [a máscara] em México”, disse a dona de casa Olga Mateus. O vôo trouxe do México 250 pessoas. Algumas usavam máscaras.

Segundo os passageiros, chamou a atenção no desembarque a ausência de informações sobre a doença no Brasil. Não havia funcionários do Ministério da Saúde nem da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entregando panfletos ou prestando qualquer tipo de informação.

O diretor de vigilância epidemiológica do ministério da saúde disse que não houve falhas.

“A recomendação é: somente se houver alguma pessoa com sintomatologia compatível dentro do avião, o piloto faz o comunicado a torre de controle, e o pessoal da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] vai estar prontamente esperando para atender. Como nesses voos não tinha nenhuma pessoa com quadro clínico compatível, não foi necessária a abordagem no avião”, disse o diretor Eduardo Hage, no Distrito Federal.

André Villela Lomar, infectologista e presidente do Comitê Científico do Congresso Íbero-americano de infectologia informou que o risco de o Brasil ter casos da doença é semelhante aos outros países que têm ligação com o México. Segundo ele, os meios de transporte facilitam a propagação da doença.



Os sintomas da gripe suína são semelhantes aos de uma gripe comum. Entre os principais, estão mal-estar, febre e calafrios.



Veja a íntegra da nota da Secretaria de Estado da Saúde de SP

"A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que não há qualquer caso no Estado de São Paulo, até o presente momento, de pacientes com gripe suína.



Na noite deste sábado, 25 de abril, deu entrada no Instituto Emílio Ribas um homem de 24 anos, morador do município de Osasco, com quadro de tosse e dores no corpo. Ele relatou que regressou do México no dia 16 de abril. Seu quadro clínico não cumpre os critérios do Ministério da Saúde para a definição de caso suspeito de gripe suína, uma vez que ele não apresenta febre.



Por absoluta precaução, o paciente, que está consciente e tem bom estado geral, foi internado para esclarecimento de seu diagnóstico, com suspeita dengue. Amostras de sangue e secreção nasal serão encaminhadas para análise do Instituto Adolfo Lutz.



Neste domingo, 27 de abril, uma mulher que esteve no México entre os dias 12 e 21 e também passou pelos Estados Unidos, procurou o serviço da Anvisa no Aeroporto de Congonhas com sintomas de tosse. Ela foi encaminhada para o hospital Emílio Ribas para avaliação, e a principal suspeita é de que a paciente tenha sinusite. Como ela não apresenta febre, também não cumpre definição de caso suspeito de gripe suína, conforme os critérios do Ministério da Saúde.



É importante ressaltar que a rede de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo está em alerta por conta dos casos registrados no México e nos Estados Unidos. Por causa disso é natural que haja uma atenção maior, mesmo em relação a casos não suspeitos.



Não existe, até o momento, qualquer evidência de circulação do agente causador da gripe suína no Estado de São Paulo."



Veja íntegra da nota do Ministério da Saúde

"Ocorrências de casos humanos de influenza suína no México e nos EUA

1. Até o momento, não há evidências da circulação do vírus da influenza suína em humanos no Brasil.

2. A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde foi notificada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo da existência de dois viajantes brasileiros procedentes do México, que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e apresentaram alguns sintomas de doença não definida.

3. O dois casos estão sendo investigados para identificar a causa do quadro clínico, mas NÃO ATENDEM à definição de caso suspeito de influenza suína por não apresentarem sinais e sintomas compatíveis com a doença: febre acima de 39ºC, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações.

4. Foi instituído nos aeroportos brasileiros o monitoramento dos viajantes procedentes das áreas afetadas. A Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA), documento de preenchimento obrigatório, está sendo retida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para eventual busca de contatos se for detectado caso suspeito. O documento contém informações relativas à saúde do viajante.

5. Neste domingo, começaram a ser veiculados avisos sonoros nos cinco aeroportos que recebem voos internacionais procedentes do México e dos Estados Unidos, principais países afetados pela influenza suína. Os avisos, contendo informações sobre sinais e sintomas e orientações aos viajantes, estão sendo veiculados nos aeroportos internacionais de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus e Fortaleza.

6. Todas as providências estão sendo adotadas para que as tripulações das aeronaves orientem os passageiros, ainda durante o voo, sobre sinais e sintomas da influenza suína. Passageiros com os sintomas deverão se identificar à tripulação e receberão orientações da ANVISA no aeroporto de desembarque.

7. Pessoas procedentes de áreas afetadas, nos últimos 10 dias, que apresentarem os sinais e sintomas acima descritos devem procurar a unidade de saúde mais próxima. Viajantes com destino às áreas afetadas devem estar atentos às recomendações dos governos locais.

Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:

· Usar máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência em áreas afetadas. Substituir as máscaras sempre que necessário.

· Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.

· Evitar locais com aglomeração de pessoas.

· Evitar o contato direto com pessoas doentes.

· Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

· Evitar tocar olhos, nariz ou boca.

· Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar.

· Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.

· Não usar medicamentos sem orientação médica.

8. Não existe vacina contra esse vírus de influenza suína, responsável por essa Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

9. A vacina utilizada na Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe, que está sendo realizada nesse momento no Brasil, direcionada à população com mais de 60 anos, destina-se somente a proteção contra a influenza sazonal e não protege contra a influenza suína. A Campanha segue normalmente até o próximo dia 8 de maio.

10. Desde 25 de abril de 2009, foi instituído o Gabinete Permanente de Emergência, no Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (CIEVS) da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), para monitorar a situação e indicar as medidas adequadas ao país. Formado por representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o grupo se reúne diariamente, em Brasília.

11. As Coordenações Estaduais de Vigilância em Saúde foram orientadas para notificar imediatamente a ocorrência de casos suspeitos ao Ministério da Saúde e recomenda-se aos profissionais de saúde das redes pública e privada que estejam atentos para a notificação de possíveis casos suspeitos.

12. Com relação à sanidade animal, no Brasil, não há suspeita ou registro de gripe suína causada pelo mesmo agente identificado nas áreas afetadas. Além disso, o consumo de produtos de origem suína não representa risco à saúde das pessoas."

fonte: site G1