Capital tem mais de 3500 casos de dengue notificados em 2009 08/05/2009 • Publicadas no Brasil / Exterior

A capital baiana possuiu 3570 casos de dengue notificados em 2009, segundo dados obtidos nesta quinta-feira (07) pelo CORREIO. Até o dia 5 de maio (16ª semana epidemiológica), de acordo com a Secretaria de Saúde de Salvador, 645 casos de dengue clássica já foram confirmados. Além disso, outros 14 casos de dengue hemorrágica e 52 de dengue com complicação já tiveram confirmação laboratorial. Três mortes já foram confirmadas e outras duas estão em análise.

Somente no período entre 25 de abril e 5 de maio, 340 casos da doença foram notificados na cidade com 38 confirmações de infecção pelo tipo clássico e 3 do tipo hemorrágico.

As fortes chuvas que atingiram o estado da Bahia nos últimos dias, causando inundações, deslizamentos e mortes, podem gerar novos criadouros para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, segundo alerta feito nesta quinta-feira pelo secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, que determinou intensificação nos trabalhos de prevenção e erradicação da doença, que já teve quase 60 mil registros este ano, com 105 mortes notificadas, sendo 49 casos confirmados.

“É claro que as chuvas atrapalham, mas poderia ser pior, se as temperaturas estivessem mais altas. Felizmente este período chuvoso foi acompanhado por uma redução nas temperaturas médias. Mas, quando acabam as chuvas, esses depósitos de água são focos potenciais e todo o trabalho de campo tem que ser intensificado novamente”, explicou o secretário.

Na capital, três tendas de hidratação foram montadas junto a hospitais públicos, mas em duas delas – próximas ao Centro - a procura já desacelerou. Segundo Solla, a maior parte dos casos está concentrada na região do subúrbio da cidade, principalmente nos bairros de Plataforma, Periperi e Coutos, que possui o maior índice de infestação do mosquito.

Para Solla, a dengue pode se tornar uma doença permanente na Bahia e em outras partes do país, com picos epidêmicos variando conforme as condições climáticas de cada ano. Segundo ele, a doença está relacionada à falta de água corrente, pois as pessoas precisam armazenar água em recipientes que viram criadouros. Também é beneficiada pelos depósitos irregulares de lixo e pela construção de casas mal projetadas, com lajes e quintais que facilitam o acúmulo de água.

“Esses fatores são os grandes determinantes da reprodução do mosquito nos centros urbanos. A epidemia de dengue já está aí há 15 anos e vai continuar”, afirmou Solla.

fonte: site Correio - Bahia