Dengue preocupa em Ponta Porã 19/05/2009 • Publicadas em Mato Grosso do Sul

Saúde intensifica combate ao transmissor da doença e população precisa colaborar

O grande volume de chuvas registrado nos últimos dias coloca em alerta as autoridades de saúde em Ponta Porã. A principal preocupação é com os casos de dengue que estão aumentando. Desde janeiro deste ano já foram notificados 170 casos suspeitos. Mais de 60 estão confirmados, de acordo com o Centro de Controle de Zoonoses.

Os casos não se concentram em apenas uma região. Estão sendo registrados na área central, regiões do bairro da Granja e Aeroporto, além da zona sul, no bairro Altos da Glória. Outra região que preocupa é da Vila Lacíria, perto do Santa Izabel.

Por causa disso, o CCZ está intensificando o trabalho dos agentes de endemias. Eles estão pulverizando os locais onde foram detectados casos suspeitos. “Estamos reforçando nossa equipe, contratando mais 12 profissionais. O trabalho de pulverização será concentrado em seis pontos da cidade”, informou Raquel Bortolini, coordenadora municipal do CCZ.

Ela recomenda que os moradores colaborem com o trabalho. “Pedimos para que a população receba bem nossos profissionais que fazem o trabalho de borrifação. O inseticida precisa entrar nas casas para matar o mosquito, acabando com a infestação do causador da dengue. O produto que estamos utilizando é o deltametrina, que não é prejudicial à saúde humana”, informou Raquel.

Outra recomendação é para que as pessoas fiquem atentas aos sintomas da dengue. “Recomendamos que as pessoas procurem atendimento médico nas unidades de saúde. Quem tiver febre alta, dores no corpo, manchas avermelhadas, que são sintomas comuns da dengue, não devem ficar tomando remédio por conta própria. Devem buscar um atendimento especializado dos profissionais da área médica”, alertou.

Raquel informou que outra medida de combate à dengue envolve os agentes comunitários de saúde no trabalho de conscientização da população para eliminar os materiais que acumulam água e se tornam criadouros do mosquito transmissor da doença. Este trabalho está sendo intensificado no distrito de Sanga Puitã, na região do bairro da Granja e na zona sul, região do bairro Jardim Vitória.

Garrafas de bebidas, plásticos, pneus velhos, são os materiais mais recolhidos neste trabalho. Eles acumulam muita água limpa da chuva, o que favorece a proliferação do mosquito aedes aegypti.

Existe uma preocupação também em relação ao lado paraguaio da fronteira. Segundo informações, no país vizinho já existem mais de mil casos confirmados. São moradores de diversas regiões do Paraguai, inclusive na faixa de fronteira com o Mato Grosso do Sul.

fonte: site agorams