Dengue: número de casos cai 96% no estado do Rio 08/06/2009 • Publicadas no Brasil / Exterior
Gabriela Moreira - Extra
Rio - A queda do número de casos de dengue no estado do Rio foi ainda maior do que a registrada no Brasil, divulgada pelo Ministério da Saúde (MS) no fim da última semana. As notificações caíram de 213 mil, em 2008, para 7,3 mil, este ano, entre os meses de janeiro a maio, considerado o período de pico da doença. Apesar disso, alertam os especialistas, o Rio ainda não está livre da doença.
Em termos percentuais, a queda foi de 96,5%, no estado. No Brasil, a redução foi de 52,3%. A explicação para a diminuição, segundo o superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica do estado, Victor Berbara, é um conjunto de fatores, entre eles, o grande número de pessoas já resistentes ao vírus da dengue tipo 3, que é o mais circulante no momento.
- Há uma grande quantidade de pessoas que já foram infectadas pelo vírus mais presente no momento. Com isso, essas pessoas criam resistência e deixam de ser infectadas. Este fato é um dos responsáveis pela diminuição de casos - explicou o superintendente.
Berbara destaca também as ações feitas pelo estado em parceria com os municípios.
- O planejamento para o verão deste ano começou já no ano passado. Fizemos uma série de reuniões e oficinas de capacitação com os municípios, inclusive naqueles em que houve troca de governo, para que as informações fossem repassadas. Tivemos campanhas culturais, com artistas, para aumentar a integração com a população - afirmou.
Um dos pontos considerados cruciais para evitar uma epidemia como a do ano passado foi a formação de um grupo - com integrantes da prefeitura e do estado - para monitoramento semanal de 51 municípios considerados de risco.
- Essas cidades eram mapeadas toda semana. Com isso, pudemos agir rapidamente quando havia suspeita de focos maiores - afirmou o médico, alertando: - O Rio está longe da erradicação da dengue. A população deve continuar alerta, pois temos visto que as epidemias ocorrem a cada quatro ou cinco anos.
fonte: site Extra online - Rio

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