Técnicos vão receber capacitação para o uso do novo larvicida contra dengue 10/08/2009 • Releases
Campo Grande (MS) – Começa hoje (10), às 14 horas, a capacitação para o uso do novo larvicida contra dengue nos municípios de Campo Grande e Dourados. A reunião acontece na Secretaria de Estado de Saúde (SES) e será apenas entre os técnicos do Ministério da Saúde e da SES. A reunião será fechada.
Nesta terça-feira (11) a capacitação será para os técnicos das secretarias Municipais de Saúde participantes. O evento terá início, às 8 horas, na Escola de Saúde Pública doutor Jorge David Nasser e termina na quarta-feira (12). A escola está situada na avenida Senador Filinto Muller, 1480, Vila Ipiranga.
Nos dias 13 e 14 o público alvo será os supervisores gerais e de campo da Capital. De 17 a 28 de agosto serão capacitados somente os servidores que vão a campo, de Campo Grande.
Nos dias 17 e 18 quem receberá as orientações serão os supervisores gerais e de campo, de Dourados. Na data de 19 a 28 de agosto serão apenas os servidores de campo, do município. Estas duas capacitações vão acontecer no Núcleo Regional de Dourados.
O motivo da capacitação é devido a estudos realizados pelo Ministério da Saúde, entre janeiro de 2004 a junho de 2008, com amostras de ovos do mosquito Aedes aegypti coletados nos municípios de Campo Grande e Dourados que diagnosticou resistência do mosquito aos larvicidas Temephos (aplicado em Dourados) e BTI (utilizado em Campo Grande). Devido ao resultado, o ministério orientou a SES que havia necessidade da troca do larvicida utilizado no controle e combate ao mosquito da dengue.
De acordo com Nota Técnica do ministério, os critérios atuais recomendam que a troca dos larvicidas seja realizada em áreas com resistência onde foi detectada mortalidade menor ou igual a 80% ou para a dose diagnosticada – metodologia da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Seguindo a orientação, a SES solicitou ao ministério a implantação do biolarvicida Diflubenzuron exclusivamente nesses dois municípios, já que nos outros 76 não houve resultado de resistência do mosquito quanto à aplicação do Temephos – que é utilizado atualmente. O pedido pelo biolarvicida Diflubenzuron foi estritamente técnica.
Outro ponto importante a ser destacado trata-se da antecipação da aplicação do produto. A execução dos trabalhos será no início dos ciclos cinco (meses de setembro e outubro) e seis (novembro e dezembro) da dengue, ou seja, o biolarvicida já deve ser aplicado a partir de setembro e não no início de janeiro (conforme ocorreu em outros anos).
A estratégia faz parte das diretrizes da secretaria como forma de prevenção já que em 2007 houve uma epidemia com 75.173 notificações de casos da doença sendo diminuído significativamente para 5.175 no ano passado por meio das diversas ações realizadas pelo Estado em parceira com os governos Federal e Municipais. Em 2009 as notificações somam, até sexta-feira da semana passada, 12.796 casos de dengue em Mato Grosso do Sul.
A OMS considerou o Diflubenzuron um produto seguro à saúde humana para uso em água de consumo, tendo cumprido todos os protocolos do Programa Internacional de Segurança Química para uso em água potável. O produto teve sua eficácia e eficiência avaliadas pela Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde, no período de 2004 a 2005, e em estudos simulados de campo. Também neste período, não houve nenhum problema durante o trabalho de aplicação do produto diluído e do próprio pó entre os agentes der saúde que contribuíram nos testes.
O Diflubenzuron é um biolarvicida e sua durabilidade após a aplicação contra as larvas do mosquito pode variar de oito a 12 semanas, mesmo período de persistência do Temephos.
Para a troca do produto, o Governo do Estado, por meio da SES, vai fornecer todo o material técnico, operacional e os insumos usados na preparação e aplicação do biolarvicida, além de todo o suporte técnico necessário. Em se tratando de equipamentos, as duas secretarias municipais de Saúde vão receber:
• jarra medidora de um litro – uma para cada supervisor;
• bombona plástica de cinco a dez litros – uma para cada supervisor;
• garrafa plástica com tampa batocada – uma para cada agente;
• seringa de 20 ou 30 ml – uma para cada agente;
• frasco medidor graduado – um para cada agente;
• frasco de boca larga com tampa – um para cada agente.
fonte: Governo do Estado de Mato Grosso do Sul / Secretaria de Estado de Saúde / Karla Tatiane

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