Ministro da Saúde anuncia recursos e ações para controle da dengue 18/11/2009 • Releases

Campo Grande (MS) – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou na Capital que o montante de recursos federais a serem empregados nas ações de combate a dengue no País serão mantidos no patamar de aproximadamente R$ 1 bilhão, como no ano passado. Mato Grosso do Sul deverá receber em torno de R$ 13,5 milhões desse montante, além de equipamentos e insumos. “Vamos manter esse R$ 1 bilhão do teto de recursos da Vigilância em Saúde e usar recursos adicionais do orçamento”, afirmou o ministro. Mobilização e informação continuam sendo palavras-chaves na campanha para conter a epidemia, e especialmente as mortes causadas pela doença. “O grande desafio, mesmo com muitos casos, é reduzir o número de óbitos. Por isso é importante a qualidade da atenção na ponta, como aconteceu em Campo Grande”, citou Temporão.

Temporão incluiu Mato Grosso do Sul na relação de nove estados onde está fazendo pessoalmente o lançamento da campanha e apresentou nesta terça-feira (17) as principais diretrizes para o ciclo 2009/2010. Na Escola de Saúde Pública, o ministro teve um encontro com jornalistas para divulgar a forma de atuação e pedir o apoio da comunicação, ferramenta que tem se mostrado eficiente na mobilização popular contra a dengue.

Independente dos números de crescimento ou redução de casos da doença, o que o Ministério da Saúde busca é que Municípios, Estados e a sociedade como um todo se mantenham vigilantes tanto nos cuidados preventivos quanto nas ações de assistência. “Em todo lugar onde o poder público se associa, articula projetos integrados e contínuos, os resultados são melhores", destacou.

“Não importam tanto os resultados [de crescimento ou queda de casos em cada estado ou cidade], e sim manter a estratégia”, concordou o governador André Puccinelli, que, junto com o prefeito Nelsinho Trad e os secretários de Saúde Beatriz Dobashi (governo) e Luiz Henrique Mandeta (município) participou de reunião e da divulgação das ações feitas pelo ministro. O mote bem sucedido “Brasil Unido Contra a Dengue – O combate não pode parar” vai continuar sendo utilizado nas peças de comunicação.

Resultados e ações futuras - A articulação 2008/2009 apontou redução de 63% no número de óbitos por dengue; de 43,63 na ocorrência de casos; e de 80% na ocorrência de casos graves. Para a articulação 2009/2010 o Ministério estendeu para todo o País as ações coordenadas executadas anteriormente em 13 macrorregiões, criando um protocolo unificado chamado Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue. Essa unificação inclui os procedimentos da Rede CIEVS (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde); um sistema de notificação on line de casos e de óbitos (que está em teste e será expandido); mobilizações e ações de limpeza; treinamento e capacitação - tanto de profissionais de saúde, quanto de operadores de planos de saúde e de líderes comunitários.

No dia 24, serão divulgados os dados de uma importante ferramenta, o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti – o LIRAa 2009, que dará um diagnóstico preciso da situação da infestação nos municípios, e, dentro de cada município, os bairros. “O LIRAa é um instrumento de planejamento para os gestores e para o próprio cidadão, que vai poder saber como está a situação no bairro onde mora, no lugar onde trabalha, qual o risco”, explicou o ministro, que considera fundamental a ampla divulgação dos resultados para a ação preventiva. O levantamento é realizado anualmente pelas prefeituras, de acordo com cronograma local, no período de outubro a novembro. O objetivo é identificar com antecedência as áreas de maior risco de formação de criadouros do mosquito transmissor nos municípios, o que permite planejar e intensificar as ações de combate ao vetor da doença, assim como as atividades de mobilização, comunicação e de educação.

Fronteira - O ministro da Saúde garantiu que o governo federal vai ter uma articulação interministerial integrada no controle da dengue, assim como atenção às regiões de fronteira. O governo de Mato Grosso do Sul também está atento ao que ocorre nas cidades vizinhas da Bolívia e Paraguai. Segundo a secretária Beatriz Dobashi, Corumbá teve recentemente um salto de notificações em função de um registro de 50 mil casos na Bolívia e a vinda de bolivianos buscar assistência no lado brasileiro. Na ocasião, Estado e Prefeitura atuaram de forma articulada no enfrentamento do problema.

Após o encontro com jornalistas, o ministro, o governador e o prefeito da Capital fizeram o lançamento da campanha, no auditório da Escola de Saúde Pública, com presenças de diretores de hospitais, alguns prefeitos e secretários de saúde, agentes de saúde, entidades comunitárias de bairros organizadas para a gincana de limpeza urbana, e deputados estaduais.




fonte: Governo do Estado de Mato Grosso do Sul / Secretaria de Estado de Saúde / Gizele Oliveira