Comitê de Dengue alerta municípios paraenses 27/01/2010 • Publicadas no Brasil / Exterior

Reunido nesta quarta-feira, 27, por convocação da coordenadora estadual de Vigilância a Saúde, Ana Helfer, o Comitê da Dengue detectou que, dos 32 municípios mapeados como área prioritária da dengue, somente 18 já elaboraram o Plano Municipal para a Prevenção e Controle de Epidemia de Dengue e, por isso, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) vai cobrar mais empenho de gestores municipais responsáveis pela prevenção e controle da doença.

Ana Helfer autorizou o Comitê de Dengue a elaborar uma nota técnica e encaminhar às secretarias de Saúde dos 143 municípios paraenses, recomendando que os responsáveis pela saúde nos municípios leiam com atenção o que instrui a Portaria 3252, do Ministério da Saúde, a qual trata das responsabilidades e atribuições das três esferas de governo – federal, estadual e municipal – para que os municípios paraenses cumpram com suas responsabilidades e inclusive saibam como e onde buscar recursos para investir em benefício da saúde pública.

Quanto ao cumprimento do Plano Estadual para a Prevenção e Controle de Epidemia de Dengue, discutido em novembro de 2009, o qual orientou os municípios paraenses da área prioritária de dengue para que fosse elaborado o Plano Municipal de controle da doença, somente os municípios de Abaetetuba, Ananindeua, Barcarena, Cametá, Capanema, Igarapé Açu, Itaituba, Marabá, Ourém, Paragominas, Redenção, Salinópolis, Santarém, São Miguel do Guamá, Tucuruí e São Domingos do Capim cumpriram com a orientação do Plano Estadual, o que deixa uma interrogação sobre o que vai ser feito pelos demais municípios da área prioritária, no combate à dengue.

A coordenadora estadual de Vigilância a Saúde alertou paralelamente que os municípios devem orientar seus borrifadores – agentes de saúde que trabalham com borrifação para combater o mosquito da dengue – que atuem prioritariamente nas áreas onde for detectada a existência de pessoas com dengue, onde exatamente está o mosquito contaminado, transmissor da doença.

“Normalmente os borrifadores trabalham em áreas onde a concentração de mosquitos é maior. A orientação é que o trabalho seja feito, prioritariamente, nas áreas onde houver gente contaminada porque é nessa área onde está, também, o mosquito contaminado”, observou a especialista, que montou uma verdadeira força tarefa na Sespa para que a dengue não cause tantas vítimas neste período do ano, quando as chuvas se intensificam no Pará. (Ascom/Sespa)

fonte: site Diário do Pará