Com 524 casos de dengue, Campinas espalha armadilhas em 20 bairros 29/03/2010 • Publicadas no Brasil / Exterior
Plantas são usadas para combater mosquito transmissor da doença.
Pesquisa indica que tela e repelentes eletrônicos não são eficazes.
Do G1, com informações do Jornal Hoje
A Prefeitura de Campinas, a 93 km de São Paulo, espalhou armadilhas para mosquitos da dengue em 20 bairros da cidade. Simples e barata, a armadilha consiste em um pote com água, larvicida e um pedaço de madeira áspera para receber os ovos.
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Nos primeiros 43 dias deste ano, 108 mil brasileiros foram contaminados pela dengue. Só em Campinas, a cidade registrou neste ano 524 casos, mais do que o dobro em todo o ano passado. Agora, onde há focos do mosquito ou em locais em que os agentes forem impedidos de entrar, os donos serão multados em até R$ 6.400.
Em Monte Aprazível, a 474 km da capital paulista, sementes de crotalária foram distribuídas em cada uma das 8 mil residências da cidade. Os moradores foram orientados a fazer o plantio para que as flores da planta atraiam as libélulas. Como as larvas do animal se alimentam de larvas de outros insetos, na teoria elas seriam predadoras também das larvas do mosquito da dengue.
m Mato Grosso, uma plantinha está sendo muito usada pela população para combater a dengue: o capim citronela, muito parecido com o capim cidreira. A diferença é que a citronela tem a folha maior, mais larga e o cheiro lembra o eucalipto. Essa folhinha é um repelente natural do mosquito transmissor da dengue.
A receita é simples: coloque um litro de água quente sobre 10 folhas de citronela e deixe descansar por 15 minutos. depois adicione mais dois litros de água fria e está pronta a mistura que é usada para lavar a casa e limpar os móveis.O cheiro vai impedir que o mosquito da dengue se aproxime.
Em Minas Gerais, o combate à dengue virou um jogo virtual. Na internet, foi criada a “dengueville” para reforçar a importância do cuidado com a água parada. O jogo fica dentro de uma página de relacionamento. Os jogadores cuidam para que os objetos, como na vida real, não acumulem água e se tornem criadouros do mosquito Neste ano, o estado já registrou 60 mil casos da doença, 16 de dengue hemorrágica.
Eliminar os criadouros é mesmo a melhor prevenção. Uma pesquisa da Universidade de Campinas (Unicamp) mostrou que as telas de nylon não barram o mosquito, que conseguiu atravessar algumas delas. O resultado dos testes com repelentes eletrônicos foi ainda pior. Ao invés de espantar o mosquito, ele é atiçado e pica mais.
fonte: site G1

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